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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Greve Geral Pelo derrubamento do Governo.
“Tremam os palhaços que se riem nesta altura da fome e da miséria da maioria dos cidadãos portugueses, porque está mais próximo do que eles pensam o dia em que estes não vão apenas vaiar os ministros na rua ou à porta das televisões.”
Declarações de Garcia Pereira no programa da ETV, “EM FOCO”
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Estamos a pagar o quê ?
Arnaldo Matos expõe e defende de forma muito clara e imbatível a única alternativa que se coloca aos trabalhadores portugueses e democratas de não pagamento da dívida e da saída do euro, desenvolvendo a este propósito as medidas que um governo democrático patriótico deverá tomar no momento em que decidir a saída do euro, meio indispensável para o povo português reconquistar a sua liberdade.
Na mesma palestra, o camarada Arnaldo Matos denunciou também com toda a firmeza a traição que tem caracterizado as posições do PS desde a entrada de Portugal na CEE aos tempos de hoje, na sua cumplicidade com a Tróica e o governo PSD/CDS, bem como a política oportunista da renegociação da dívida defendida pelo BE e PCP, salientando a necessidade de construir uma forte e ampla unidade em torno de uma política clara que sirva os interesses dos operários e dos trabalhadores portugueses.
Na mesma palestra, o camarada Arnaldo Matos denunciou também com toda a firmeza a traição que tem caracterizado as posições do PS desde a entrada de Portugal na CEE aos tempos de hoje, na sua cumplicidade com a Tróica e o governo PSD/CDS, bem como a política oportunista da renegociação da dívida defendida pelo BE e PCP, salientando a necessidade de construir uma forte e ampla unidade em torno de uma política clara que sirva os interesses dos operários e dos trabalhadores portugueses.
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
700 DESPEDIMENTOS EM CASTELO BRANCO: QUE FAZER?
700 DESPEDIMENTOS EM CASTELO
BRANCO: QUE FAZER?
Com uma concentração em Lisboa, em frente ao
Ministério da Solidariedade e da Segurança Social (MSSS), prossegue a luta dos trabalhadores
do contact center Via Segurança
Social, do Instituto de Segurança Social, situado em Castelo Branco, contra o
processo de despedimento colectivo de que estão a ser alvo e que abrange a
totalidade dos cerca de 400 trabalhadores.
O agente directo do referido
despedimento é o Governo PSD/CDS, através do ministério dito da Solidariedade e
da Segurança Social (MSSS). Aproveitando-se de um esquema perverso montado pelo
governo Sócrates, consistente em subcontratar a uma empresa privada o serviço
público de atendimento telefónico aos utentes da Segurança Social de todo o país,
o MSSS mandou rescindir o contrato com essa empresa, a RH+ e autorizou esta
última a despedir todos os trabalhadores que ali desenvolvem a sua actividade.
Tendo o governo Sócrates firmado com a
Câmara Municipal de Castelo Branco um contrato mediante o qual esta última se
responsabilizava pela construção do edifício em que funcionaria o contact center e o governo garantiria o seu
funcionamento nesta cidade por um período mínimo de 15 anos (o qual teve início
em 2008), o ministro Mota Soares autorizou transitoriamente a RH+, através de
uma empresa de trabalho temporário por si criada, a voltar a contratar uma
pequena parte dos trabalhadores em regime precário e com salários mais baixos
(cerca de 50) para que, formalmente, o contact
center continue a funcionar. Entretanto, o MSSS vai iludindo os
trabalhadores alvo do despedimento colectivo com a miragem de um retomar pleno
da actividade do contact center, com
uma nova empresa escolhida por concurso, lá para o final do ano.
Mesmo que, por hipótese, tal retomada de
funcionamento do contact center em
Castelo Branco se venha a verificar, os trabalhadores que vierem a ser
contratados para a nova empresa concessionária sê-lo-ão em menor número e em
condições ainda mais precárias e pior remuneradas do que até agora acontecia.
De facto, os valores máximos anuais (já fixados em diploma legal) da licitação
do referido concurso são muito inferiores ao montante atribuído, entre 2008 e
2012, à empresa RH+. Acresce que o agora anunciado concurso prevê um prazo de
vigência do contrato a celebrar com a nova empresa apenas até 2014 e prevê
ainda que o montante a pagar neste ano 2014 seja muito inferior ao de 2013, o
que deixa entender a intenção do governo de fazer cessar de vez a actividade do
contact center de Castelo Branco em meados
de 2014, voltando a despedir os respectivos trabalhadores.
Os trabalhadores da VIA Segurança
Social devem opor-se em bloco ao despedimento colectivo e exigir o
estabelecimento imediato de um vínculo contratual com o Instituto de Segurança
Social, e não com qualquer empresa privada de prestação temporária de serviços,
tendo em conta que as funções que desempenham correspondem a um serviço público
de carácter permanente. Mobilizando o apoio das organizações sindicais e da
população da cidade/região, e exigindo igualmente o apoio da Câmara Municipal,
o trabalhador deve ocupar, na sua totalidade, o respectivo posto de trabalho no
dia em que o VIA Segurança Social pretender retomar a sua actividade apenas com
50 trabalhadores (o que se prevê que aconteça ainda neste mês de Julho).
A mobilização colectiva dos
trabalhadores e do povo do concelho e da região de Castelo Branco impõe-se
também para impedir o despedimento colectivo de 300 trabalhadores (de um total
de cerca de 1300) da unidade aí localizada da Delphi, empresa multinacional de
cabos para dispositivos eléctricos destinados à indústria automóvel. Atendendo
ao que se passou com o encerramento das unidades desta empresa na Guarda e em
Ponte de Sor, poderá estar iminente o encerramento total da fábrica de Castelo
Branco. É preciso exigir ao governo o accionamento de um plano de conjunto
imediato para a indústria automóvel operando em Portugal, o qual garanta o
funcionamento articulado deste sector e os respectivos postos de trabalho.
A situação que se vive em Castelo
Branco, semelhante à de tantas outras regiões do país, exemplifica uma das
consequências mais dramáticas dos planos de “ajustamento estrutural” que o
imperialismo alemão e os seus lacaios no governo Coelho/Portas estão a impor na
economia portuguesa, a qual se traduz na completa destruição dos sistemas
produtivos e das infra-estruturas e instituições de serviços públicos (transportes
e acessibilidades, valências hospitalares e centros de saúde, escolas e cursos
específicos, tribunais, repartições públicas, autarquias locais, etc.)
existentes nas cidades e regiões do interior do país. De uma forma consciente e
metódica, sob a égide da União Europeia e da tróica, está efectivamente em
curso a aplicação forçada e não declarada de um plano de deportação das
populações daquelas regiões e de concentração das mesmas em grandes pólos
urbanos, maioritariamente situados na zona litoral do país, a qual se insere
numa lógica de criação de economias de escala para assegurar a rentabilidade
máxima dos capitais investidos nas novas indústrias resultantes da privatização
dos bens e serviços públicos.
Neste quadro político, torna-se
imperiosa a criação de formas de organização que abarquem todos os
trabalhadores e sectores da população atingidos pelas medidas terroristas da
tróica e do governo. A luta dos trabalhadores da Via Segurança Social e da
Delphi é a mesma luta dos demais trabalhadores da região de Castelo Branco, dos
jovens, dos reformados e da população mais pobre e carenciada, contra o
desemprego, contra o roubo do trabalho, do salário, das reformas e das pensões,
contra o aumento dos impostos, pelo acesso aos cuidados de saúde de que
necessitam. As organizações sindicais, as comissões de trabalhadores, as
comissões de luta contra as portagens, contra o encerramento dos serviços
hospitalares e dos centros de saúde, contra a extinção das freguesias e outras,
as organizações de mulheres trabalhadoras, as associações de reformados, as
associações de estudantes, as associações ambientais, desportivas e recreativas
e outras, devem unir-se em plataformas de luta de âmbito regional, formular as
suas reivindicações e mobilizar toda a população trabalhadora e oprimida para
alcançar tais reivindicações.
A mais importante posição de princípio
capaz de viabilizar e conferir credibilidade a estas plataformas regionais de
luta pelos interesses das populações é a recusa firme e inequívoca da chantagem
da dívida pública, em nome da qual se fazem despedimentos em massa, se retiram
todos os direitos aos trabalhadores e se reduz o povo à pobreza e à miséria.
“Não pagamos!” é o grito de revolta do povo oprimido de norte a sul do país, e
é também o grito de revolta do povo da cidade e da região de Castelo Branco. A
dívida pública é um meio de explorar o povo e de destruir a economia do país. A
tróica, a União Europeia e o governo de traição nacional PSD/CDS são
instrumentos para transformar um país com mais de oito séculos de história numa
simples colónia do imperialismo estrangeiro.
É
preciso impedir a todo o custo os despedimentos na Via Segurança Social, na
Delphi e em qualquer outra empresa ou sector de actividade em que tal problema
ocorra. Isto só poderá ser conseguido com uma forte unidade política entre toda
a população trabalhadora. Atingir a vitória nesta luta significa contribuir
para o objectivo imediato central da luta actual de todos os trabalhadores e do
povo português: o derrubamento do governo PSD/CDS e a constituição de um
governo democrático patriótico, um governo de todas as forças democráticas, que
elimine o desemprego, que assegure a independência do país e que promova o seu desenvolvimento
e o bem-estar de todo o povo trabalhador.
domingo, 1 de julho de 2012
Ministro da economia vaiado na Covilhã.
Covilhã: Ao vaiar o Álvaro
o povo exercita o derrube do governo de traição!
O salta-pocinhas Álvaro Santos Pereira foi convidado pelos mais
dignos representantes da burguesia serrana a visitar o Parque da
Ciência e Tecnologia da Covilhã. A contrastar com a calorosa recepção que o
trauliteiro presidente da Câmara Municipal do PSD e seus pares lhe prestaram, o
sempre sorridente ministro da economia do governo de traição PSD/CDS, desta
feita ia perdendo de vez aquele sorriso imbecilóide que o caracteriza, face a
uma combativa e organizada manifestação de repúdio pela sua presença e pelos
interesses que representa, por parte de alguns sindicalistas e trabalhadores
que têm vindo a ser lançados no desemprego e na precariedade, como foi o
recente caso do “call center” da Segurança Social, em Castelo Branco.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Delfhi em luta
O empobrecimento do país
e da Beiras continua. A Delphi,
maior empregador do Distrito de Castelo Branco prepara-se para despedir mais
trezentos (300) trabalhadores. Estes devem organizar-se para resistir a mais esta afronta.
Mas, para que a sua luta saia vitoriosa
ela deve inserir-se num movimento mais vasto de solidariedade e luta que rejeite e
combata frontalmente as medidas
fascistas do novo Código de Trabalho e
todas as formas de roubo do trabalho e do salário,
significa recusar o pagamento de uma dívida pública que não foi o povo que
contraiu nem foi contraída em seu benefício. Conseguir a vitória na luta por
esses objectivos significa impor o derrubamento do governo de traição nacional
PSD/CDS, a expulsão da tróica e a criação de condições para a formação de um
governo democrático patriótico. Nas bases programáticas de um tal governo
deverão inscrever-se o repúdio
da dívida pública, a nacionalização da banca e das principais
empresas produtivas, a revogação do Código de Trabalho, a eliminação do
desemprego
e a promoção do desenvolvimento
económico do país, com a defesa intransigente dos
direitos económicos e sociais dos trabalhadores, contra o imperialismo, o
grande capital e os seus serventuários.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
António Borges, o mercenário.
Mercenário ao serviço do grande capital.
António Borges é um daqueles mercenários que tem prosseguido, ao longo dos
anos, uma tão consistente quão coerente actividade ao serviço da burguesia, dos
grandes grupos económicos, financeiros e bancários e da tróica
germano-imperialista, cujos interesses tem, com canino denodo, servido.
Arauto, quando o PSD ainda se encontrava na oposição ao PS de Sócrates, das reformas estruturais, este homem de mão da Goldman Sachs e do FMI, nunca escondeu que, passada a fase da estratégia imposta pelo imperialismo germânico da destruição do tecido produtivo dos países considerados elos mais fracos do sistema capitalista na Europa – entre os quais Portugal -, consolidado o euro como marco travestido, importava, agora, passar para um novo patamar. O patamar do roubo dos salários e do trabalho.
Arauto, quando o PSD ainda se encontrava na oposição ao PS de Sócrates, das reformas estruturais, este homem de mão da Goldman Sachs e do FMI, nunca escondeu que, passada a fase da estratégia imposta pelo imperialismo germânico da destruição do tecido produtivo dos países considerados elos mais fracos do sistema capitalista na Europa – entre os quais Portugal -, consolidado o euro como marco travestido, importava, agora, passar para um novo patamar. O patamar do roubo dos salários e do trabalho.
Já que a destruição do tecido produtivo em Portugal e noutros países
europeus, levou a uma cada vez maior dependência e endividamento destes em
relação aos países mais industrializados, com a Alemanha à
cabeça, já que o euro estava a fazer o seu caminho de assegurar a estabilidade
necessária à prossecução dos interesses da superavitária economia germânica
nesta luta entre as potências imperialistas para abocanhar a maior fatia do
bolo da exploração dos povos e nações do mundo, é chegada a altura de passar a
outra reforma essencial para que a acumulação capitalista, a
nível europeu, conheça graus de concentração e competitividade ainda maiores.
Esse patamar, esse objectivo, cada vez mais claro, é o da redução dos
salários, isto é, o roubo dos salários e do trabalho que permita às
nações mais desenvolvidas da Europa disporem da facilidade de
encontrar bolsas de trabalho barato, não qualificado e intensivo,
já não nos longínquos territórios do oriente, mas, mesmo aqui…à mão de
semear!
E é isto que António Borges defende, seguindo, aliás, o exemplo da campanha
que o seu amigo Durão Barroso encabeça com este mesmo objectivo em mente. Eles,
como nós, sabem perfeitamente que os trabalhadores portugueses já auferem os
salários e têm direito às prestações sociais mais baixos de toda a Europa.
António Borges e Durão Barroso têm consciência de que esta visão taylorista
que querem impor, baseada no trabalho intensivo, pouco ou nada qualificado e
baratinho, só levará os trabalhadores a uma profunda miséria, precariedade e desemprego
e o país a uma acentuada perda da sua independência económica e política.
Mas que lhes importa isso? Para estes mercenários, para estes traidores
encartados, o que importa é que a chantagem da dívida funcione e que os
dividendos, traduzidos no roubo dos salários e do trabalho, se concretizem e
aprofundem.
À classe operária, aos trabalhadores e a todas as camadas populares, de
esquerda, nada mais resta do que derrubar este governo de traição e todo
aqueles que, como ele, mais não tem sido do que serventuários dos interesses da
tróica germano-imperialista.
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sábado, 5 de maio de 2012
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