domingo, 18 de julho de 2010

Prepara-se mais desemprego nas beiras.

Fábrica da Delphi na Guarda encerra e 321 trabalhadores serão despedidos

Como se esperava o anúncio de o encerramento desta fábrica na Guarda efectivou-se, no final do ano este fecho desta importante fábrica, irá provocar despedimentos de mais 300 trabalhadores.

Os sindicatos do sector adiantaram que a produção da unidade da Guarda vai ser deslocalizada para a fábrica da Delphi de Castelo Branco e para a Polónia e que a decisão apanhou os operários e os sindicatos de surpresa porque a «última leva de despedimentos foi para tornar a empresa viável e isso não se veio a concretizar».

Esta posição dos sindicatos demonstra mais uma vez a incapacidade para organizar os trabalhadores, na sua luta e objectivos. O nosso partido já em 16 de Novembro do ano passado emitia um comunicado onde, por exemplo, perguntava aos sindicatos, “porque não organizam a mobilização colectiva dos trabalhadores de todas as unidades da Delphi em Portugal, para exigir do Governo a tomada de medidas urgentes e impedir os despedimentos colectivos ou o seu encerramento?” ou “porque não se estabelece uma ligação urgente entre a luta dos trabalhadores da indústria automóvel a nível nacional e a luta dos trabalhadores deste sector a nível europeu?”, perguntas que ficaram sem resposta, e como constata na actual situação.

E quase a terminar afirmámos “que não haja ilusões: o despedimento colectivo que agora se pretende concretizar na Delphi-Guarda é seguramente apenas o primeiro passo para o encerramento da empresa.” Infelizmente tínhamos razão…

Está à vista de todos que no sistema actual, em que reinam os grandes grupos económicos capitalistas, o trabalho escravo é a alma gémea do desemprego dos escravos - um não pode existir sem o outro. E está também à vista que o Governo que temos olha para este sistema como sendo o único possível. Mas isso não é verdade! Os escravos querem ser livres! O desemprego tem de acabar!

Notícia do Luta popular on-line

sábado, 17 de julho de 2010

40º Aniversário da Fundação do MRPP


1970 – 2010

40º ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DO MRPP

SESSÃO POLÍTICA COMEMORATIVA

18 de Setembro

NA VOZ DO OPERÁRIO,em Lisboa, às 21 Horas

Não Faltem e Divulguem…

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Guerra Total ao PEC.

As novas medidas celeradas de Sócrates - este Governo e o Bloco central que o ampara devem ser derrubados!

Tal como se esperava, por ser próprio de um governo de sacripantas e vende-pátrias, o Governo do PS resolveu intensificar e alargar as suas medidas contidas no PEC inicial, todas elas para fazer a classe operária e os trabalhadores pagarem as consequências de uma crise para a qual em nada contribuíram e com a qual nada têm a ver.

Perdendo de vez a vergonha e contando com o apoio mais explícito do PSD, que aliás nunca lhe faltou, Sócrates, encenando a farsa de distribuir os custos do endividamento externo por todos, anuncia agora desesperadamente medidas que antes repudiara e que certamente não ficarão por aqui, e que atingem exclusiva e gravemente os que vivem do seu trabalho, os desempregados e os pobres.

Não está aqui em causa discutir se os impostos devem subir mais ou menos ou se corta nos subsídios de desemprego e noutras prestações sociais em lugar de roubar a parte do salário relativa ao 13º mês.

O que está em causa é toda a política que subjaz às medidas do PEC e ao que agora eufemísticamente se chama de medidas adicionais.

É que, em lugar de definir um plano de desenvolvimento económico para o país, única via geradora de emprego, este Governo, apenas se preocupa em adoptar medidas financeiras e orçamentais assentes num ataque desmedido e sem precedentes aos trabalhadores, para à custa destes satisfazer os abutres especuladores financeiros internacionais e os interesses das grandes potências industriais europeias, com a Alemanha à cabeça.

A situação é grave, não para os capitalistas a quem este plano e estas medidas visam salvar, mas para o povo trabalhador que, a deixar passar esta política, será atirado para condições de sofrimento, de miséria e de exploração inauditas, sem que possa alimentar sequer a mínima expectativa de se libertar delas, enquanto à frente dos destinos do país estiver um governo de bloco central, com o apoio e empenhamento de Cavaco Silva.

Aos trabalhadores portugueses resta lutar e lutar arduamente, colocando como objectivo político dessa luta, em solidariedade com a luta dos restantes povos da Europa, o do derrubamento deste Governo e a derrota desta política.

E para alcançar esse objectivo, é indispensável construir uma forte e ampla unidade da classe operária, dos trabalhadores, dos desempregados, dos democratas em torno da organização e realização vitoriosa de uma Greve Geral Nacional.

O PCTP/MRPP tudo fará para não deixar passar sem a resposta adequada esta declaração de guerra, denunciando os oportunistas e os cobardes que, aparentando divergir do governo, se tornam seus prestimosos cúmplices.

O Gabinete de Imprensa do PCTP/MRPP

sábado, 1 de maio de 2010

1º de Maio Vermelho (2).

Tal como anunciado o partido comemorou o 1º de Maio Vermelho, com uma sessão política (pública) realizada em Lisboa.

terça-feira, 27 de abril de 2010

1º de Maio Vermelho.

SESSÃO NACIONAL ( Pública ) de comemoração do 1ºde MAIO VERMELHO.
LISBOA - HOTEL ROMA,sala Roma, pelas 15horas.
APARECE ! PARTICIPA!

TEMPO DE ANTENA 26/04/2010

domingo, 28 de março de 2010

Por uma alternativa política sólida.

Duas atitudes de classe face à crise.

Não falemos já da promessa de criação dos 150 mil novos empregos ou do «choque tecnológico». Falemos das promessas eleitorais de Sócrates e do PS na última campanha eleitoral e na apresentação do programa do actual governo. Em ambas as ocasiões se afirmou que os impostos não iriam aumentar; que os investimentos públicos, por serem vitais, prosseguiriam; que as prestações sociais (como o subsídio de desemprego) não sofreriam cortes… Agora, poucos meses transcorridos, OE/2010 com aprovação parlamentar assegurada, eis que Sócrates e o PS apresentam as linhas essenciais do «Plano de Estabilidade e Crescimento» (PEC) e se fica inequivocamente a perceber, mais uma vez, que todas as promessas recentes foram rasgadas uma a uma!

As eleições legislativas de Setembro de 2009 foram, portanto, uma gigantesca fraude. E quem vai arrostar com a factura do PEC capaz de salvar o Capital vão ser, como de costume, os trabalhadores portugueses!

Com efeito, a carga fiscal vai aumentar sobre quem trabalha, ao mesmo tempo que os salários se querem congelados; as prestações sociais vão diminuir (o subsídio de desemprego, por exemplo, vai ver diminuído o seu valor, bem o seu tempo de duração); as privatizações de sectores estratégicos (REN, CTT, ANA, etc.) vão em frente. Tudo a pretexto do combate ao défice e de “melhores dias” no futuro. E, é claro, Bruxelas aplaude e a OCDE também…

Mais: esta verdadeira declaração de guerra ao povo trabalhador - atacando o défice quase em exclusivo pelo lado do aumento das receitas, ou seja, do assalto aos nossos bolsos - não assume qualquer perspectiva de desenvolvimento económico autónomo do país e de combate ao desemprego que não cessa de aumentar.

Perante este quadro só duas alternativas se colocam: amochar ou lutar. Os que optarem pela primeira possibilidade ficarão despojados de tudo em curto espaço de tempo. Os que optarem pela luta manterão acesa a esperança de um futuro melhor. Todavia, para que estes últimos lutem convictos e possam arrastar consigo os primeiros é urgente abrir perspectivas, ganhar convicções. A presente situação reclama colocar já em perspectiva a futura realização de uma greve geral nacional contra o PEC e a política reaccionária do governo Sócrates. Mas todo o combate a encetar até chegar aí deve consubstanciar uma alternativa política sólida, pois só isso pode vir a transformar tal forma de luta na antecâmara da constituição de um governo capaz de servir o povo. E para tanto não há que calar que a crise só pode ser vencida em definitivo com o derrube do capital e seus lacaios!

Há duas atitudes de classe face à crise e ao ataque agora desencadeado. A burguesia promete-nos o céu caso verguemos a espinha, inculcando nas massas a ideia de que lutar não vale a pena. A atitude operária, em contraponto, afirma a urgência de lutar, mas com base numa alternativa política clara. A demarcação, portanto, não se resume só entre lutar ou não lutar. Ora é precisamente essa alternativa política clara que, lado a lado com as massas, nos compete desde já colocar de pé. Esse é um dos objectivos do Colectivo que o Partido leva a efeito no próximo dia 21, em Lisboa.

E importará ter presente o seguinte: as dificuldades porque passam os trabalhadores são grandes; mas as dificuldades (e o pânico) da burguesia na actual situação não são nada menores - como a prática vem demonstrando. Assim, ousemos ser audazes!

EDITORIAL do LUTA POPULAR - Fevereiro/Março 2010