quinta-feira, 10 de junho de 2010

Guerra Total ao PEC.

As novas medidas celeradas de Sócrates - este Governo e o Bloco central que o ampara devem ser derrubados!

Tal como se esperava, por ser próprio de um governo de sacripantas e vende-pátrias, o Governo do PS resolveu intensificar e alargar as suas medidas contidas no PEC inicial, todas elas para fazer a classe operária e os trabalhadores pagarem as consequências de uma crise para a qual em nada contribuíram e com a qual nada têm a ver.

Perdendo de vez a vergonha e contando com o apoio mais explícito do PSD, que aliás nunca lhe faltou, Sócrates, encenando a farsa de distribuir os custos do endividamento externo por todos, anuncia agora desesperadamente medidas que antes repudiara e que certamente não ficarão por aqui, e que atingem exclusiva e gravemente os que vivem do seu trabalho, os desempregados e os pobres.

Não está aqui em causa discutir se os impostos devem subir mais ou menos ou se corta nos subsídios de desemprego e noutras prestações sociais em lugar de roubar a parte do salário relativa ao 13º mês.

O que está em causa é toda a política que subjaz às medidas do PEC e ao que agora eufemísticamente se chama de medidas adicionais.

É que, em lugar de definir um plano de desenvolvimento económico para o país, única via geradora de emprego, este Governo, apenas se preocupa em adoptar medidas financeiras e orçamentais assentes num ataque desmedido e sem precedentes aos trabalhadores, para à custa destes satisfazer os abutres especuladores financeiros internacionais e os interesses das grandes potências industriais europeias, com a Alemanha à cabeça.

A situação é grave, não para os capitalistas a quem este plano e estas medidas visam salvar, mas para o povo trabalhador que, a deixar passar esta política, será atirado para condições de sofrimento, de miséria e de exploração inauditas, sem que possa alimentar sequer a mínima expectativa de se libertar delas, enquanto à frente dos destinos do país estiver um governo de bloco central, com o apoio e empenhamento de Cavaco Silva.

Aos trabalhadores portugueses resta lutar e lutar arduamente, colocando como objectivo político dessa luta, em solidariedade com a luta dos restantes povos da Europa, o do derrubamento deste Governo e a derrota desta política.

E para alcançar esse objectivo, é indispensável construir uma forte e ampla unidade da classe operária, dos trabalhadores, dos desempregados, dos democratas em torno da organização e realização vitoriosa de uma Greve Geral Nacional.

O PCTP/MRPP tudo fará para não deixar passar sem a resposta adequada esta declaração de guerra, denunciando os oportunistas e os cobardes que, aparentando divergir do governo, se tornam seus prestimosos cúmplices.

O Gabinete de Imprensa do PCTP/MRPP

sábado, 1 de maio de 2010

1º de Maio Vermelho (2).

Tal como anunciado o partido comemorou o 1º de Maio Vermelho, com uma sessão política (pública) realizada em Lisboa.

terça-feira, 27 de abril de 2010

1º de Maio Vermelho.

SESSÃO NACIONAL ( Pública ) de comemoração do 1ºde MAIO VERMELHO.
LISBOA - HOTEL ROMA,sala Roma, pelas 15horas.
APARECE ! PARTICIPA!

TEMPO DE ANTENA 26/04/2010

domingo, 28 de março de 2010

Por uma alternativa política sólida.

Duas atitudes de classe face à crise.

Não falemos já da promessa de criação dos 150 mil novos empregos ou do «choque tecnológico». Falemos das promessas eleitorais de Sócrates e do PS na última campanha eleitoral e na apresentação do programa do actual governo. Em ambas as ocasiões se afirmou que os impostos não iriam aumentar; que os investimentos públicos, por serem vitais, prosseguiriam; que as prestações sociais (como o subsídio de desemprego) não sofreriam cortes… Agora, poucos meses transcorridos, OE/2010 com aprovação parlamentar assegurada, eis que Sócrates e o PS apresentam as linhas essenciais do «Plano de Estabilidade e Crescimento» (PEC) e se fica inequivocamente a perceber, mais uma vez, que todas as promessas recentes foram rasgadas uma a uma!

As eleições legislativas de Setembro de 2009 foram, portanto, uma gigantesca fraude. E quem vai arrostar com a factura do PEC capaz de salvar o Capital vão ser, como de costume, os trabalhadores portugueses!

Com efeito, a carga fiscal vai aumentar sobre quem trabalha, ao mesmo tempo que os salários se querem congelados; as prestações sociais vão diminuir (o subsídio de desemprego, por exemplo, vai ver diminuído o seu valor, bem o seu tempo de duração); as privatizações de sectores estratégicos (REN, CTT, ANA, etc.) vão em frente. Tudo a pretexto do combate ao défice e de “melhores dias” no futuro. E, é claro, Bruxelas aplaude e a OCDE também…

Mais: esta verdadeira declaração de guerra ao povo trabalhador - atacando o défice quase em exclusivo pelo lado do aumento das receitas, ou seja, do assalto aos nossos bolsos - não assume qualquer perspectiva de desenvolvimento económico autónomo do país e de combate ao desemprego que não cessa de aumentar.

Perante este quadro só duas alternativas se colocam: amochar ou lutar. Os que optarem pela primeira possibilidade ficarão despojados de tudo em curto espaço de tempo. Os que optarem pela luta manterão acesa a esperança de um futuro melhor. Todavia, para que estes últimos lutem convictos e possam arrastar consigo os primeiros é urgente abrir perspectivas, ganhar convicções. A presente situação reclama colocar já em perspectiva a futura realização de uma greve geral nacional contra o PEC e a política reaccionária do governo Sócrates. Mas todo o combate a encetar até chegar aí deve consubstanciar uma alternativa política sólida, pois só isso pode vir a transformar tal forma de luta na antecâmara da constituição de um governo capaz de servir o povo. E para tanto não há que calar que a crise só pode ser vencida em definitivo com o derrube do capital e seus lacaios!

Há duas atitudes de classe face à crise e ao ataque agora desencadeado. A burguesia promete-nos o céu caso verguemos a espinha, inculcando nas massas a ideia de que lutar não vale a pena. A atitude operária, em contraponto, afirma a urgência de lutar, mas com base numa alternativa política clara. A demarcação, portanto, não se resume só entre lutar ou não lutar. Ora é precisamente essa alternativa política clara que, lado a lado com as massas, nos compete desde já colocar de pé. Esse é um dos objectivos do Colectivo que o Partido leva a efeito no próximo dia 21, em Lisboa.

E importará ter presente o seguinte: as dificuldades porque passam os trabalhadores são grandes; mas as dificuldades (e o pânico) da burguesia na actual situação não são nada menores - como a prática vem demonstrando. Assim, ousemos ser audazes!

EDITORIAL do LUTA POPULAR - Fevereiro/Março 2010


domingo, 7 de março de 2010

PRIVATIZAÇÕES


PRIVATIZAÇÕES

Com o tempo vai se sabendo algo mais do que este governo se prepara com o PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento), desta vez, abrindo-se, como se costuma dizer-se, uma janela de oportunidade, falemos das privatizações.

Tudo em nome da diminuição da despesa, o Estado, quer arrecadar com essas previstas privatizações cerca de 436,8 milhões de euros. A TAP aparece em primeiro lugar, empresa apetecível pelo mercado do capital, as participações na Efacec, IPE Macau, Lisnave, SIMAB, Sociedade Águas da Curia e ZON e o famoso Banco Português de Negócios, o tal que foi nacionalizado, melhor dizendo os prejuízos a ele inerentes.

O governo não as considera“estratégicas”, por isso vai vendê-las para encaixar dividendos, para se mostrar que é um bom aluno à Comissão Europeia e à as agências de ‘rating' da credibilidade dos objectivos traçados no PEC.Estas medidas, depois do congelamento dos salários dos trabalhadores funcionários públicos e das empresas empresariais do Estado, o congelamento das pensões que se prevêem que se mantenham até 2013, o governo vende e vende participações de empresas que tem importância estratégica, ao contrário que o governo nos quer impingir, como as comunicações ou transportes, exemplo mais gritante é a da TAP.

Os trabalhadores devem lutar contra este pacote de vende-pátrias, deste governo, que só serve para contentar os seus patrões, mas não serve objectivamente os interesses do povo português. Em vez de se investir, retrai-se, em vez de se dinamizar uma economia, corta-se, despede-se, encerra-se empresas, tudo em nome da economia de subserviência do nosso capitalismo insípido ao capital estrangeiro.

O que o povo deve exigir é o contrário destas medidas, é uma economia ao serviço do povo, e isso pressupõe investimentos e não retracção, e isso pressupõe uma economia ao serviço do povo e não ao serviço do capital, por isso a única saída para evitar que o país caí definitivamente na bancarrota, é uma economia socialista, única que servirá os interesses de quem trabalha e para quem quer desenvolver verdadeiramente o país.



Antes pelo contrário com Garcia Pereira

Garcia Pereira no programa da RTP : Antes Pelo Contrário, 26-2-2010.

O temporal e a situação na Madeira.

A falta de um plano de desenvolvimento económico em Portugal.

O PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento).