sábado, 2 de outubro de 2010

O PCTP/MRPP e as medidas anunciadas pelo governo.

O PCTP E AS MEDIDAS CELERADAS ANUNCIADAS PELO GOVERNO

E A RESPOSTA DOS TRABALHADORES.


Acossado pelos seus patrões imperialistas europeus e pelo grande capital financeiro, encabeçado pela Alemanha, a que eufemísticamente passou a designar por mercados, Sócrates anunciou hoje um novo conjunto de medidas celeradas que se propõe, umas, aplicar imediatamente e, outras, instituir sem prazo, como são as do roubo de 5% do salário dos trabalhadores da função pública e o congelamento das pensões.

Estas medidas representam uma inaceitável provocação aos que (sobre)vivem exclusivamente da venda da sua força de trabalho bem como aos desempregados, milhares deles sem subsídio de desemprego, e pensionistas, todos já a sofrer com os PEC.

Sempre sob o demagógico, chantagista e já pestilento pretexto de que os enormes e brutais sacrifícios impostos aos operários e trabalhadores são inevitáveis em nome do interesse nacional, do país e dos compromissos assumidos por Portugal em matéria de défice orçamental, o Governo do PS de Sócrates, com a generosa compreensão de todos os restantes partidos da chamada oposição, pretende sistematicamente escamotear que o interesse nacional de que fala é exclusivamente a preservação da zona euro e dos interesses do grande capital monopolista europeu sob a hegemonia da Alemanha e que o país que invoca é o país dos capitalistas seus lacaios e que os compromissos em matéria de défice são da única responsabilidade da política de definhamento económico do Governo – nada, portanto, tem a ver com os interesses dos explorados nem com o país dos oprimidos

Mais uma vez, nenhuma das execráveis propostas de redução da despesa pública ou do aumento da receita fiscal belisca as posições dos grandes capitalistas e da Banca – daí que facilmente obtenham o apoio consensual de todos os economistas burgueses, cada vez mais apavorados com a erupção da latente e crescente revolta dos trabalhadores.

Como também nenhuma dessas propostas se traduzirá noutra consequência que não seja a de aumentar ainda mais o desemprego, a redução do já débil poder de compra e um inevitável alastramento da fome e da miséria.

Desde o BE ao PSD, todos os partidos se declararam apostados em evitar uma crise política – isto é, nenhum deles está interessado em derrubar este Governo e impor uma política que, no entender do PCTP, passa entre outras medidas, pelo repúdio da dívida pública, uma dívida que não foi o povo que a contraiu, nem foi o povo que dela beneficiou.

Para o PCTP/MRPP chegou o momento de a classe operária, os trabalhadores, os jovens e os desempregados rejeitarem a via do oportunismo e da capitulação expressa em manifestações fracassadas e imporem às organizações sindicais a convocação, preparação rigorosa e realização de uma GREVE GERAL NACIONAL pelo derrube do governo e da política de bloco central.

Lisboa, 29 de Setembro de 2010

O Gabinete de Imprensa do

PCTP/MRPP

sábado, 25 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Greve Geral Nacional - como instrumento de luta.

GREVE GERAL NACIONAL

É hoje absolutamente inegável que a situação política do nosso país se caracteriza por uma guerra social cada vez mais extremada entre a classe capitalista e as classes trabalhadoras. A crise do sistema capitalista, não cessando de se avolumar, é aproveitada pela classe dominante (em Portugal e não só) para fazer aumentar a exploração e a opressão sobre quem trabalha.

O nosso Partido previu tal situação logo à saída das eleições de 27 de Setembro de 2009; não só estimando uma clara agudização da luta de classes como também que o governo saído de tais eleições não duraria até ao fim da legislatura. Entretanto, todas as medidas e mais algumas iriam ser tomadas contra o povo.

O PCTP/MRPP, com efeito, foi o único partido a dizer claramente às massas o que aí vinha no horizonte imediato e a defender uma luta operária e popular firme pela denúncia, isolamento e derrube do governo (agora sem o suporte da maioria absoluta em termos parlamentares) do engº. Sócrates e do bloco central, ou seja, da direita. Uma tal luta tinha, mais tarde ou mais cedo, que passar pela organização e convocação de uma Greve Geral Nacional com aqueles objectivos políticos precisos.

O PEC e as medidas “adicionais” de austeridade, com tudo o que isso está já a comportar, deram total razão às apreciações feitas pelo nosso Partido. E a vida encarregou-se de provar que a unidade da burguesia para cair a pés juntos sobre o povo trabalhador, ainda que com uma ou outra questiúncula pelo meio, está em marcha, pelo que a necessidade de levar a cabo a Greve Geral Nacional contra a política do governo e pelo seu derrube se continua a impor como seu imprescindível contraponto político. Porém, os partidos da chamada “oposição” pensam e actuam de forma bem diversa daquela que realmente interessa aos operários e demais trabalhadores portugueses. Que PSD e CDS-PP o façam, que tais partidos se mancomunem com o governo do engº. Sócrates e as suas medidas reaccionárias eis algo que não é de estranhar. Mas que dizer da “esquerda”? Que dizer do BE e do P”C”P?

Tal como o PSD de Passos Coelho e o CDS-PP de Paulo Portas, o BE e o P”C”P apostam no desgaste de Sócrates e do PS e não querem eleições antecipadas, pelo menos para já. Assim sendo, logicamente que uma questão como a da Greve Geral Nacional constitui para esta gente uma coisa que algures se agita no ar, mas a qual não há a mais leve intenção de preparar e de concretizar a breve trecho. A verdade é que a táctica dos oportunistas que se reclamam da esquerda consiste em vir a angariar mais votos em futuras eleições, apostando tudo em “desgastar o governo”. E como? Pois bem, “desgastando-o” no Parlamento com «comissões de inquérito» e projectozinhos de lei (tudo no quadro da legalidade…); e também contrapondo “medidas alternativas” ao ataque desbragado que o governo está a fazer às chamadas prestações sociais, por exemplo… Não há qualquer apelo por parte destes senhores à luta das massas fora do quadro parlamentar ou do quadro da chamada «concertação social». BE e P”C”P - bem como, diga-se, a direcção da CGTP - comportam-se na prática, e numa situação de profunda crise, como meros «parceiros sociais»! E Sócrates agradece (tal como a União Europeia, o BCE e o FMI)...

Por este caminho é bom de ver onde vamos parar. É por isso que os operários e demais trabalhadores, os jovens, os desempregados, os reformados devem de viva voz defender a Greve Geral Nacional como o instrumento de luta que neste momento se impõe. E para que isso ocorra e ganhe consistência política, é claro que os comunistas não podem hesitar por um momento que seja no cumprimento das tarefas específicas que lhes cabem: desmascarar as medidas governamentais uma a uma; estar onde estão as massas em luta; propagandear as medidas que consubstanciam a forma operária de combater a crise e de a ultrapassar; incutir nas massas a ideologia proletária - sem a qual nenhum movimento verdadeiramente revolucionário pode eclodir.

Se fizermos tudo isto a Greve Geral Nacional não só terá forçosamente lugar, como a mesma abrirá à frente dos trabalhadores um novo campo de unidade e de luta. Então, nada será como dantes.

Ousemos lutar com inteligência e determinação!


Editorial do LUTA POPULAR , Junho/ Julho de 2010.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Beira mais pobre...

Está à vista de todos que no sistema actual, em que reinam os grandes grupos económicos capitalistas, o trabalho escravo são a alma gémea do desemprego dos escravos - um não pode existir sem o outro. E está também à vista que o Governo que temos olha para este sistema como sendo o único possível. Mas isso não é verdade! Os escravos querem ser livres! O desemprego tem de acabar!

Luta contra o lay-off! Luta contra os despedimentos! - Luta pela semana de 30 horas de trabalho sem redução salarial! - Luta pelo pagamento do valor do salário por todo o tempo em que o trabalhador se encontre desempregado! - Luta pela proibição de todas as formas de trabalho precário e a prazo! - Luta pela revogação das normas gravosas do Código do Trabalho!

domingo, 18 de julho de 2010

Prepara-se mais desemprego nas beiras.

Fábrica da Delphi na Guarda encerra e 321 trabalhadores serão despedidos

Como se esperava o anúncio de o encerramento desta fábrica na Guarda efectivou-se, no final do ano este fecho desta importante fábrica, irá provocar despedimentos de mais 300 trabalhadores.

Os sindicatos do sector adiantaram que a produção da unidade da Guarda vai ser deslocalizada para a fábrica da Delphi de Castelo Branco e para a Polónia e que a decisão apanhou os operários e os sindicatos de surpresa porque a «última leva de despedimentos foi para tornar a empresa viável e isso não se veio a concretizar».

Esta posição dos sindicatos demonstra mais uma vez a incapacidade para organizar os trabalhadores, na sua luta e objectivos. O nosso partido já em 16 de Novembro do ano passado emitia um comunicado onde, por exemplo, perguntava aos sindicatos, “porque não organizam a mobilização colectiva dos trabalhadores de todas as unidades da Delphi em Portugal, para exigir do Governo a tomada de medidas urgentes e impedir os despedimentos colectivos ou o seu encerramento?” ou “porque não se estabelece uma ligação urgente entre a luta dos trabalhadores da indústria automóvel a nível nacional e a luta dos trabalhadores deste sector a nível europeu?”, perguntas que ficaram sem resposta, e como constata na actual situação.

E quase a terminar afirmámos “que não haja ilusões: o despedimento colectivo que agora se pretende concretizar na Delphi-Guarda é seguramente apenas o primeiro passo para o encerramento da empresa.” Infelizmente tínhamos razão…

Está à vista de todos que no sistema actual, em que reinam os grandes grupos económicos capitalistas, o trabalho escravo é a alma gémea do desemprego dos escravos - um não pode existir sem o outro. E está também à vista que o Governo que temos olha para este sistema como sendo o único possível. Mas isso não é verdade! Os escravos querem ser livres! O desemprego tem de acabar!

Notícia do Luta popular on-line

sábado, 17 de julho de 2010

40º Aniversário da Fundação do MRPP


1970 – 2010

40º ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DO MRPP

SESSÃO POLÍTICA COMEMORATIVA

18 de Setembro

NA VOZ DO OPERÁRIO,em Lisboa, às 21 Horas

Não Faltem e Divulguem…