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sábado, 4 de setembro de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Greve Geral Nacional - como instrumento de luta.

| É hoje absolutamente inegável que a situação política do nosso país se caracteriza por uma guerra social cada vez mais extremada entre a classe capitalista e as classes trabalhadoras. A crise do sistema capitalista, não cessando de se avolumar, é aproveitada pela classe dominante (em Portugal e não só) para fazer aumentar a exploração e a opressão sobre quem trabalha. O nosso Partido previu tal situação logo à saída das eleições de 27 de Setembro de 2009; não só estimando uma clara agudização da luta de classes como também que o governo saído de tais eleições não duraria até ao fim da legislatura. Entretanto, todas as medidas e mais algumas iriam ser tomadas contra o povo. O PCTP/MRPP, com efeito, foi o único partido a dizer claramente às massas o que aí vinha no horizonte imediato e a defender uma luta operária e popular firme pela denúncia, isolamento e derrube do governo (agora sem o suporte da maioria absoluta em termos parlamentares) do engº. Sócrates e do bloco central, ou seja, da direita. Uma tal luta tinha, mais tarde ou mais cedo, que passar pela organização e convocação de uma Greve Geral Nacional com aqueles objectivos políticos precisos. O PEC e as medidas “adicionais” de austeridade, com tudo o que isso está já a comportar, deram total razão às apreciações feitas pelo nosso Partido. E a vida encarregou-se de provar que a unidade da burguesia para cair a pés juntos sobre o povo trabalhador, ainda que com uma ou outra questiúncula pelo meio, está em marcha, pelo que a necessidade de levar a cabo a Greve Geral Nacional contra a política do governo e pelo seu derrube se continua a impor como seu imprescindível contraponto político. Porém, os partidos da chamada “oposição” pensam e actuam de forma bem diversa daquela que realmente interessa aos operários e demais trabalhadores portugueses. Que PSD e CDS-PP o façam, que tais partidos se mancomunem com o governo do engº. Sócrates e as suas medidas reaccionárias eis algo que não é de estranhar. Mas que dizer da “esquerda”? Que dizer do BE e do P”C”P? Tal como o PSD de Passos Coelho e o CDS-PP de Paulo Portas, o BE e o P”C”P apostam no desgaste de Sócrates e do PS e não querem eleições antecipadas, pelo menos para já. Assim sendo, logicamente que uma questão como a da Greve Geral Nacional constitui para esta gente uma coisa que algures se agita no ar, mas a qual não há a mais leve intenção de preparar e de concretizar a breve trecho. A verdade é que a táctica dos oportunistas que se reclamam da esquerda consiste em vir a angariar mais votos em futuras eleições, apostando tudo em “desgastar o governo”. E como? Pois bem, “desgastando-o” no Parlamento com «comissões de inquérito» e projectozinhos de lei (tudo no quadro da legalidade…); e também contrapondo “medidas alternativas” ao ataque desbragado que o governo está a fazer às chamadas prestações sociais, por exemplo… Não há qualquer apelo por parte destes senhores à luta das massas fora do quadro parlamentar ou do quadro da chamada «concertação social». BE e P”C”P - bem como, diga-se, a direcção da CGTP - comportam-se na prática, e numa situação de profunda crise, como meros «parceiros sociais»! E Sócrates agradece (tal como a União Europeia, o BCE e o FMI)... Por este caminho é bom de ver onde vamos parar. É por isso que os operários e demais trabalhadores, os jovens, os desempregados, os reformados devem de viva voz defender a Greve Geral Nacional como o instrumento de luta que neste momento se impõe. E para que isso ocorra e ganhe consistência política, é claro que os comunistas não podem hesitar por um momento que seja no cumprimento das tarefas específicas que lhes cabem: desmascarar as medidas governamentais uma a uma; estar onde estão as massas em luta; propagandear as medidas que consubstanciam a forma operária de combater a crise e de a ultrapassar; incutir nas massas a ideologia proletária - sem a qual nenhum movimento verdadeiramente revolucionário pode eclodir. Se fizermos tudo isto a Greve Geral Nacional não só terá forçosamente lugar, como a mesma abrirá à frente dos trabalhadores um novo campo de unidade e de luta. Então, nada será como dantes. Ousemos lutar com inteligência e determinação! Editorial do LUTA POPULAR , Junho/ Julho de 2010. |
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Beira mais pobre...

Está à vista de todos que no sistema actual, em que reinam os grandes grupos económicos capitalistas, o trabalho escravo são a alma gémea do desemprego dos escravos - um não pode existir sem o outro. E está também à vista que o Governo que temos olha para este sistema como sendo o único possível. Mas isso não é verdade! Os escravos querem ser livres! O desemprego tem de acabar!
Luta contra o lay-off! Luta contra os despedimentos! - Luta pela semana de 30 horas de trabalho sem redução salarial! - Luta pelo pagamento do valor do salário por todo o tempo em que o trabalhador se encontre desempregado! - Luta pela proibição de todas as formas de trabalho precário e a prazo! - Luta pela revogação das normas gravosas do Código do Trabalho!
domingo, 18 de julho de 2010
Prepara-se mais desemprego nas beiras.

Fábrica da Delphi na Guarda encerra e 321 trabalhadores serão despedidos
Como se esperava o anúncio de o encerramento desta fábrica na Guarda efectivou-se, no final do ano este fecho desta importante fábrica, irá provocar despedimentos de mais 300 trabalhadores.
Os sindicatos do sector adiantaram que a produção da unidade da Guarda vai ser deslocalizada para a fábrica da Delphi de Castelo Branco e para a Polónia e que a decisão apanhou os operários e os sindicatos de surpresa porque a «última leva de despedimentos foi para tornar a empresa viável e isso não se veio a concretizar».
Esta posição dos sindicatos demonstra mais uma vez a incapacidade para organizar os trabalhadores, na sua luta e objectivos. O nosso partido já em 16 de Novembro do ano passado emitia um comunicado onde, por exemplo, perguntava aos sindicatos, “porque não organizam a mobilização colectiva dos trabalhadores de todas as unidades da Delphi em Portugal, para exigir do Governo a tomada de medidas urgentes e impedir os despedimentos colectivos ou o seu encerramento?” ou “porque não se estabelece uma ligação urgente entre a luta dos trabalhadores da indústria automóvel a nível nacional e a luta dos trabalhadores deste sector a nível europeu?”, perguntas que ficaram sem resposta, e como constata na actual situação.
E quase a terminar afirmámos “que não haja ilusões: o despedimento colectivo que agora se pretende concretizar na Delphi-Guarda é seguramente apenas o primeiro passo para o encerramento da empresa.” Infelizmente tínhamos razão…
Está à vista de todos que no sistema actual, em que reinam os grandes grupos económicos capitalistas, o trabalho escravo é a alma gémea do desemprego dos escravos - um não pode existir sem o outro. E está também à vista que o Governo que temos olha para este sistema como sendo o único possível. Mas isso não é verdade! Os escravos querem ser livres! O desemprego tem de acabar!
sábado, 17 de julho de 2010
40º Aniversário da Fundação do MRPP
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Guerra Total ao PEC.
As novas medidas celeradas de Sócrates - este Governo e o Bloco central que o ampara devem ser derrubados!
Tal como se esperava, por ser próprio de um governo de sacripantas e vende-pátrias, o Governo do PS resolveu intensificar e alargar as suas medidas contidas no PEC inicial, todas elas para fazer a classe operária e os trabalhadores pagarem as consequências de uma crise para a qual em nada contribuíram e com a qual nada têm a ver.
Perdendo de vez a vergonha e contando com o apoio mais explícito do PSD, que aliás nunca lhe faltou, Sócrates, encenando a farsa de distribuir os custos do endividamento externo por todos, anuncia agora desesperadamente medidas que antes repudiara e que certamente não ficarão por aqui, e que atingem exclusiva e gravemente os que vivem do seu trabalho, os desempregados e os pobres.
Não está aqui em causa discutir se os impostos devem subir mais ou menos ou se corta nos subsídios de desemprego e noutras prestações sociais em lugar de roubar a parte do salário relativa ao 13º mês.
O que está em causa é toda a política que subjaz às medidas do PEC e ao que agora eufemísticamente se chama de medidas adicionais.
É que, em lugar de definir um plano de desenvolvimento económico para o país, única via geradora de emprego, este Governo, apenas se preocupa em adoptar medidas financeiras e orçamentais assentes num ataque desmedido e sem precedentes aos trabalhadores, para à custa destes satisfazer os abutres especuladores financeiros internacionais e os interesses das grandes potências industriais europeias, com a Alemanha à cabeça.
A situação é grave, não para os capitalistas a quem este plano e estas medidas visam salvar, mas para o povo trabalhador que, a deixar passar esta política, será atirado para condições de sofrimento, de miséria e de exploração inauditas, sem que possa alimentar sequer a mínima expectativa de se libertar delas, enquanto à frente dos destinos do país estiver um governo de bloco central, com o apoio e empenhamento de Cavaco Silva.
Aos trabalhadores portugueses resta lutar e lutar arduamente, colocando como objectivo político dessa luta, em solidariedade com a luta dos restantes povos da Europa, o do derrubamento deste Governo e a derrota desta política.
E para alcançar esse objectivo, é indispensável construir uma forte e ampla unidade da classe operária, dos trabalhadores, dos desempregados, dos democratas em torno da organização e realização vitoriosa de uma Greve Geral Nacional.
O PCTP/MRPP tudo fará para não deixar passar sem a resposta adequada esta declaração de guerra, denunciando os oportunistas e os cobardes que, aparentando divergir do governo, se tornam seus prestimosos cúmplices.
O Gabinete de Imprensa do PCTP/MRPP
sábado, 1 de maio de 2010
1º de Maio Vermelho (2).
Tal como anunciado o partido comemorou o 1º de Maio Vermelho, com uma sessão política (pública) realizada em Lisboa.

