sexta-feira, 25 de julho de 2014

Professores em luta.

 Em 80 escolas de norte a sul do país, os professores dos ensinos básico e secundário enfrentaram mais uma vez a sanha terrorista e persecutória de um governo e de um ministério da educação apostados em destruir a escola pública, em despedir professores e em entregar o negócio da educação a grandes grupos económicos capitalistas.
Depois de sofrer uma derrota em Dezembro passado, o ministério dirigido por Nuno Crato voltou agora à carga com a realização de uma prova humilhante para supostamente “avaliar conhecimentos e capacidades” de professores que fizeram a sua formação com estágio integrado e que já dão aulas há vários anos, os quais, em flagrante violação da lei e das convenções internacionais, o ministério da educação se recusa a integrar nos quadros, mantendo-os eternamente na situação de “professores contratados”. Com esta prova, que inicialmente queria aplicar a todos os cerca de 50.000 professores contratados que existem no país, tendo depois que recuar para a aplicar apenas aos que dão aulas há cinco anos ou menos, pretendem o governo e o ministério atirar imediatamente para fora do sistema de ensino o maior número possível dos professores abrangidos por tal prova.
Em 18 de Dezembro de 2013, um movimento de luta e de boicote logrou impedir a realização da dita “prova de avaliação de conhecimentos e capacidades” em cerca de metade das salas onde a mesma teria lugar. Dos cerca de 13.500 professores nessa altura convocados para fazer a prova, cerca de 6.000 não a realizaram. Agora, depois de eliminar das listas mais de 2.000 professores, os quais a nova pide ao serviço do governo considerou que foram participantes activos no boicote então realizado, o ministério de Crato marcou de surpresa uma nova data para a realização de uma “segunda chamada” da prova, com apenas três dias de antecedência para impedir a convocatória de uma greve ao serviço de vigilância, cujo pré-aviso não poderia assim entrar em tempo útil, e tentando aproveitar o facto de muitos professores já se encontrarem de férias ou estarem em casa a corrigir provas dos exames nacionais.
Prosseguindo neste tipo de comportamento tipicamente fascista, o governo e o ministério mandaram proibir o acesso às 80 escolas para onde estava marcada a prova a todos os professores que não estivessem escalados para o serviço de vigilância ou que não tivessem sido convocados para fazer a prova, colocando ao mesmo tempo milhares de polícias à porta dessas escolas. Mesmo assim, em muitas das escolas e salas onde a prova estava para se realizar, ou os professores vigilantes se recusaram a cumprir tão aviltante papel, ou os professores convocados para a prova organizaram acções de luta e de boicote.
Em muitos casos, a polícia invadiu os espaços de realização das provas para intimidar os professores que nessa altura se encontravam completamente isolados no interior das salas. Destes, os que se mantiveram firmes e se recusaram a realizar a prova foram impedidos de sair da respectiva escola e foram sequestrados em salas, na tentativa de ocultar àqueles professores que se encontravam no exterior das escolas aquilo que realmente se passava lá dentro. Esta miserável provocação fascista feita aos professores, às escolas e a todo o povo não ficará impune!
Como balanço global, quase 4.000 dos 13.500 professores contratados desta vez abrangidos pela dita “prova de avaliação de conhecimentos e capacidades” não a terão realizado. A esses e àqueles que tendo realizado a prova obtiverem na mesma uma classificação negativa, a quadrilha do Crato quer impedi-los de imediato de concorrer a lugares nas escolas no próximo ano lectivo. Este vil ataque aos direitos e à dignidade dos professores não poderá passar! A luta dos professores contratados é a luta de todos os professores, dos pais e encarregados de educação, dos estudantes e de todo o povo português.
Para além dos professores contratados, cuja esmagadora maioria não obterá colocação no próximo ano lectivo, o governo e o ministério da educação vão procurar também expulsar das escolas muitos milhares de professores do quadro já em Setembro próximo. A totalidade dos professores e profissionais da educação e todos os membros da comunidade educativa têm de se erguer como um só homem contra mais este ataque e em defesa da escola pública e de uma educação democrática e de qualidade.
Tal luta só poderá ser vitoriosa se o governo de traição nacional Coelho/Portas for derrubado e substituído por um novo governo de unidade democrática e patriótica. Por isso, os professores e todos os que trabalham e estudam nas escolas devem participar activamente na greve geral nacional de 48 horas proposta pelo PCTP/MRPP para 6 e 7 de Novembro próximo e que tem por objectivo central o derrube do governo.
Viva a luta dos professores portugueses! O povo vencerá!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

VOTA PCTP/MRPP !

SAIR DO EURO !
NÃO PAGAMOS!
POR UM  GOVERNO DEMOCRÁTICO E PATRIÓTICO!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Minas da Panasqueira - Nova greve.


No próximo dia 30 de Abril, quarta-feira, às sete horas da manhã, começa a nova greve – terceira deste ano – dos mineiros da Panasqueira, “por melhores salários e melhoria das condições de vida e de trabalho”, conforme consta da declaração de greve assinada pelo sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira.

sábado, 26 de abril de 2014

O Herói do 25 de Abril foi o povo.




Arnaldo Matos no Congresso a Revolução de Abril.

domingo, 13 de abril de 2014

sábado, 12 de abril de 2014

Entregue lista de candidatos do PCTP/MRPP ao Parlamento Europeu


Uma representação da candidatura do PCTP/MRPP às próximas eleições de 25 de Maio ao Parlamento Europeu, dirigida pelo primeiro candidato, camarada Leopoldo Mesquita, e em que se integrava o mandatário da candidatura, camarada Garcia Pereira, registando-se também a participação neste acto do Secretário-geral do Partido, camarada Luís Franco, procedeu dia 9 de abril, no Tribunal Constitucional, à entrega da lista de candidatos.

sábado, 5 de abril de 2014

Sair do euro !

 

Caros concidadãos,
Na qualidade de primeiro candidato da lista que o PCTP/MRPP irá apresentar às eleições europeias, venho suscitar perante vós aquelas que são indubitavelmente as questões políticas mais relevantes que o sufrágio de 25 de Maio próximo a todos nos coloca. Para além do objectivo específico de escolher os vinte e um deputados portugueses no Parlamento Europeu, estas eleições revestem-se de uma enorme importância política, por várias razões que passo a enunciar.
Desde logo, as eleições europeias podem contribuir decisivamente para derrubar o odiado governo fascista Coelho/Portas e o seu chefe-de-fila Cavaco. Uma derrota esmagadora da candidatura da coligação PSD/CDS em Maio próximo criará condições para que o povo português expulse finalmente esses traidores à pátria dos lugares donde eles continuamente organizam o roubo, a opressão e o massacre dos trabalhadores e do povo, a mando do imperialismo alemão, da banca e do capital financeiro internacional.
Em íntima ligação com este objectivo, as eleições europeias deverão servir também para reforçar um amplo movimento de unidade entre todas as forças democráticas e patrióticas, o qual possibilite a formação de um novo governo que restitua ao povo a democracia, a independência nacional, o emprego, o bem-estar e os direitos que lhe foram expropriados.
Acima de tudo, pela importância crucial de que este tema se reveste para a resolução dos problemas do país, as eleições europeias de Maio serão uma ocasião privilegiada para alargar e fortalecer uma corrente unitária imparável que está em curso, de norte a sul do país, pela saída de Portugal do euro.
O euro é o instrumento através do qual a Alemanha fez de Portugal uma sua sub-colónia e destruiu toda a estrutura produtiva nacional, reduzindo os trabalhadores e o povo a uma situação dramática de liquidação maciça do emprego, de roubos sistemáticos nos salários e nas pensões, de aumentos constantes nos impostos, de um empobrecimento sem fim e de perda gradual de todos os direitos à saúde, à segurança social, à educação, à ciência e à cultura.
Não há hipótese nenhuma de Portugal resgatar a sua independência política e económica e de o povo português recuperar a sua soberania, a sua dignidade e o seu bem-estar se não se sair imediatamente do euro e não for reposta uma moeda própria, um novo escudo, que sirva de instrumento para reequilibrar e desenvolver a economia, assegurar o pleno emprego e garantir uma vida digna aos trabalhadores e ao povo.
 
O euro está na base do mais grave problema que o país enfrenta no momento actual, que é o problema da dívida pública. A dívida pública é um garrote que asfixia o povo e de que as classes exploradoras se servem para tentar repor uma situação de pobreza e de ditadura sobre os trabalhadores e o povo, em tudo idêntica à dos piores tempos do regime fascista de Salazar.
A dívida pública é impagável, não foi contraída pelo povo nem reverteu em seu benefício. O povo português não deve aceitar pagar nem um cêntimo dessa dívida. Não pagamos! é o grito de revolta, de resistência e de dignidade que nestas eleições europeias, mais do que nunca, se tem de fazer ouvir.
O apelo que dirijo a todos os trabalhadores e a todos os democratas e patriotas é que, daqui até 25 de Maio próximo, cada um, concordando com os objectivos atrás expostos, se torne um agente incansável para os atingir. Junto dos camaradas de trabalho, dos amigos e familiares, dos vizinhos e conhecidos, a hora actual é a de mobilizar todas as forças para uma luta que, sendo dura, será sem dúvida vitoriosa.
24 de Março de 2014 Leopoldo Mesquita
Primeiro candidato do PCTP/MRPP
às eleições para o Parlamento Europeu
Os sublinhados são da responsabilidade de "RESISTÊNCIA"